Moradores do povoado Bar da Hora, em Barreirinhas, instalaram placas de madeira sinalizando o caminho até o farol de 54 metros em Mandacaru. Esta iniciativa surgiu em março de 2026, coordenada pela professora Mônica de Nazaré Araújo, reunindo a comunidade em um mutirão.
A sinalização, bilíngue e realizada com madeira sustentável, faz parte de um projeto de extensão da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) denominado “Turismo de Base Comunitária”. A trilha recém-criada agora complementa as atrações tradicionais da região, como os passeios de barco pelo Rio Preguiças e as famosas dunas dos Lençóis Maranhenses.
A Associação de Moradores e Pescadores do Povoado Bar da Hora e a Casa Ingapura apoiaram a criação da Trilha Farol Preguiças, que liga Bar da Hora ao farol em Mandacaru. O designer Hermano Torres foi responsável pela elaboração dos desenhos das placas, que incluem indicações visuais para guiar os visitantes.

Como nasceu a trilha sinalizada até o Farol Preguiças?
No mês de março de 2026, a professora Mônica de Nazaré Araújo organizou um mutirão em que moradores do povoado de Bar da Hora instalaram placas de madeira ao longo do percurso até Mandacaru. Esse farol, com 54 metros de altura, é uma das principais atrações de Barreirinhas, que se destaca por suas belezas naturais e dunas. As placas de madeira foram colocadas para facilitar a sinalização da trilha, proporcionando uma nova opção de passeio que complementa as tradicionais viagens de barco pelo Rio Preguiças.
A ideia para essa trilha sinalizada surgiu de um pedido dos próprios moradores. Em uma oficina promovida pelo projeto de extensão Turismo de Base Comunitária da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), foi articulada a criação da Trilha Farol Preguiças, que liga o povoado Bar da Hora até Mandacaru. A iniciativa foi apoiada pela Associação de Moradores e Pescadores do Povoado Bar da Hora e pela Casa Ingapura, e as placas de madeira, com desenhos do designer Hermano Torres, foram feitas a partir de madeira sustentável. O projeto recebeu recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA).
O que espera o visitante em Mandacaru?
Ao final da caminhada até Mandacaru, os visitantes são recompensados com uma vista deslumbrante do farol, que se destaca como o símbolo da vila de pescadores. A pescadora Ernestina Gomes de Oliveira descreve Bar da Hora e Mandacaru como comunidades irmãs, e o percurso inclui uma ponte que conecta os dois locais. O caminho proporciona aos turistas não apenas a oportunidade de conhecer o farol, mas também a chance de explorar uma culinária regional rica e participar de atividades como a pesca artesanal e passeios de barco.
Durante a trilha, a ideia de caminhar no contrafluxo do turismo de massa é promovida pela gestora da Casa Ingapura, Maíra Matsui. O foco está em oferecer uma vivência mais autêntica, com um contato direto com a cultura e os costumes locais, bem como a beleza natural que caracteriza a região.
Quais passeios partem de Barreirinhas?
Barreirinhas, a sede da região, serve como base para explorar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que fica a cerca de três horas de carro de São Luís. Deste ponto, saem caminhonetes e barcos que levam os visitantes às lagoas e dunas famosas do parque. Para garantir a preservação ambiental, a entrada no parque é controlada e somente veículos e guias credenciados são autorizados a levar turistas à área protegida.
Os passeios em Barreirinhas incluem diversas atividades emocionantes, como:
- Circuito Lagoa Azul: uma experiência de meio período em veículo 4×4, onde é possível tomar banho em lagoas que variam com as estações;
- Circuito Lagoa Bonita: uma escadaria de madeira leva os visitantes ao topo das dunas, oferecendo vistas deslumbrantes;
- Passeio de barco pelo Preguiças: um tour pelo rio até praias isoladas, como Moitas e Vassouras.
Esses passeios, junto com as placas de madeira que orientam os caminhos, fazem de Barreirinhas um destino fascinante para quem deseja explorar as belezas naturais e culturais da região dos Lençóis Maranhenses.


